sábado, 15 de outubro de 2011

Literatura de Cordel

CONHEÇA A HISTÓRIA DESSA LINGUAGEM POÉTICA






Fonte:http://nordestinospaulistanos.wordpress.com/2010/08/04/avie-e-cordel-e-literatura-e-literatura-e-cordel/



Literatura de Cordel é uma modalidade impressa de poesia, original do Nordeste do Brasil, que já foi muito estigmatizada, mas hoje em dia ela vem conquistando espaço e respeitabilidade, tendo, inclusive, uma Academia Brasileira de Literatura de Cordel. Devido ao linguajar despreocupado, regionalizado e informal, utilizado para a composição dos textos, essa modalidade de literatura nem sempre foi respeitada, e alguns críticos  literários  inclusive  declararam a morte do cordel, mas ainda não foi dessa vez.
A cada dia, os textos são mais valorizados por todo o Brasil e, pelo mundo. Estes são publicados em livretos, fabricados praticamente de forma manual pelo próprio autor. Eles têm geralmente 8 páginas, mas podem ter mais, variando entre 8 e 32. As páginas medem 11x16cm e são comercializadas pelos próprios autores. Há alguns livros publicados, mas no geral a venda acontece dessa maneira. Leandro Gomes de Barros e João Martins de Atahyde são dois dentre os primeiros poetas; e estes já possuem livretos publicados por editoras, sendo vendidos e reeditados constantemente. Não há como contar a quantidade de exemplares, pois a cada tiragem milhares de exemplares são vendidos.
Assim, como muitos itens dos que compõem a nossa cultura, a literatura de cordel não tem uma origem definida pois não há consenso entre os pesquisadores sobre sua  real origem. Os autores das poesias denominam-se trovadores e, geralmente quando as declamam são acompanhados por uma viola, que eles mesmos tocam.
Este tipo de literatura marcou também a cultura francesa, espanhola e portuguesa, através dos trovadores. Estes eram artistas populares que, compunham e apresentavam poesias acompanhadas de viola e, muitas vezes com melodia. Apresentavam-se para o povo e falavam da cultura popular da localidade, dos acontecimentos mais falados nas redondezas, de amor, etc. Assim como no trovadorismo, o movimento literário que abriga essa prática hoje é, a literatura de cordel. Até mesmo as competições entre dois trovadores, com suas violas, é presenciada hoje por nós e, já foi muito praticada nos três países citados, especialmente em Portugal.
No Brasil, prevalece a produção poética, mas em outros locais nota-se a forte presença da prosa. A forma mais frequentemente  utilizada é a redondilha maior, ou seja, o verso de sete sílabas poéticas. A estrofe mais comum é a de seis versos, chamada sextilha. E o esquema de rimas mais comum é ABCBDB.
Os temas são os mais variados, indo desde narrativas tradicionais transmitidas pelo povo oralmente, até aventuras, histórias de amor, humor, ficção, e o folheto de caráter jornalístico, que conta um fato isolado, muitas vezes um boato, modificando-o  para torná-lo divertido. Ao  mesmo tempo  que falam de temas religiosos, também falam de temas profanos. Escrevem de maneira jocosa, mas por vezes, retratam realidades desesperadoras. Uma  outra característica é o uso de recursos textuais como o exagero, os mitos, as lendas, e atualmente o uso de ironia ou sarcasmo, para fazer críticas sociais ou políticas. Usar uma imagem estereotipada como personagem também é muito comum, às vezes criticando a exclusão social e o preconceito, às vezes fazendo uso dos mesmos, através do humor sarcástico. Além dos temas “engajados”, se assim podemos chamá-los, há também cordéis que falam de amor, relacionamentos pessoais, profissionais, cotidiano, personalidades públicas, empresas, cidades, regiões, etc.
Uma das características desse tipo de produção é a manifestação da opinião do autor a respeito de algo, dentro da sua sociedade. Como podemos notar a literatura de Cordel também tem importância na leitura e na escrita em vários aspectos do ensino, haja vista que esta pode ser uma forma considerável que o professor tem para trabalhar a leitura e a escrita, com seus alunos, por ser uma leitura agradável, com seu ritmo poético e, que provoca curiosidade e ao mesmo tempo encantamento, para quem lê. O professor pode trabalhar de diversas formas, por tratar-se de fatos variados e, ressaltando ainda a preservação da cultura brasileira. Nosso primeiro contato com a literatura de cordel foi através de uma oficina que nos foi oferecida pela Universidade, na brinquedoteca, ainda no 1º semestre de 2010 do curso de Pedagogia. Após a inscrição, tivemos a oportunidade de conhecer o cordelista Moreira de Acopiara, uma pessoa maravilhosa e dedicada ao que faz, e foi ele quem nos passou as informações e dicas de como construir um cordel. Foram momentos inesquecíveis para todas nós.  

ALGUNS DE NOSSOS CORDÉIS!


Em nossa aula referente as abordagens criou-se o seguinte cordel: 

Abordagem Tradicional


Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhk8Od-hyiiYVPos1SlWfqZGvQiBRKLV53EvCYJy6Q-4-xFyv4fRnwlzFdu37peWrC1lHB0VUmlVqF9kMdsogGc-kaq9Z0V-ZfPswf8_IHa1PmmrOB4cbjliUiX46Xuf7tryeQYsYWZ9EsW/s1600/melhor+escola+de+ingles.gif


São muitas as abordagens
Que a sala irá apresentar
Porém é sobre a tradicional
Que o nosso grupo irá falar
Tentaremos da melhor maneira
Alguns conhecimentos lhe passar
Cabe ao professor
O conhecimento transmitir
Não é dado ao aluno
A oportunidade de refletir
É dado somente a ele
O conteúdo que ele vai repetir

Esse tipo de abordagem
Não se prática em um só lugar
Se o aluno não adquirir conhecimento
A escola irá lhe reprovar
As provas e os exames são aplicados
Para que possam lhe avaliar
Diante do que vimos nesta abordagem
Devemos parar e pensar
Se é este tipo de ensino
Que praticaremos a nos formar
Se queremos uma educação transformador
Ou simplesmente no tempo parar?

Margarida Maria

Em nossa aula referente a cultura africana criou-se o seguinte cordel:


PRECONCEITO

Fonte: http://inblogs.com.br/media/blogs/censurado/Racismo2.jpg

A ideologia do branqueamento
Teve como objetivo propagar
Que não existem diferenças raciais
Mas não é o que vamos constatar
Sabemos que o preconceito existe
Então por que tentar nos enganar.

Desde a época da colonização
Voltemos lá atrás e vamos nos lembrar
Que a escravidão se fez presente
Branco cabia mandar
E o negro de ponto obedecia
Se não, o chicote ia lhe castigar.

Muitos anos se passaram
E nada de melhorar
Ao negro, somente o mínimo
Branco, coisas pra luxar
Ai vem alguns governantes
Dizer que pela igualdade vai lutar.

Ser negro e pobre, não é vergonha
Mas é isso que vai lhe identificar
Ser negro é ter atitude
É ter postura e revolucionar
É olhar as coisas de frente
Para que todos possa lhe respeitar.

A escola é o local,
Que deveria ensinar,
A respeitar as diferenças
E a todos igualar
Porém, é neste espaço
Que a discriminação vai aflorar.

Trabalhar com as diferenças
É um desafio para o professor
É preciso mostrar as crianças
Que não é para ter temor
E para que isto aconteça
Basta dar uma lição de amor.

Uma escola igual para todos
É quase impossível existe
Porém, cabe aos professores
Uma nova visão construir
Mostrar que além da a diversidade
Tem um universo a descobrir.

O desejo de todos nós
É que o preconceito deixe de existir
Sabemos que é uma grande luta
Mas não podemos desistir
Porque não ousamos somar
Ao invés de dividir.

Margarida Maria



Em nossa visita a uma escola de Ensino Fundamental criou-se o seguinte cordel:

LUTAR PELA EDUCAÇÃO


Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEilYpcWRyaRT7aEYkFgaO4LlZALu_k6A4C8a4SeiRJzx35q1izvlF4JNlPQQGEKozkmmsZ09X-Dn93tE2ZSu_WaPuWwj6y3hzDkS2vQ2SEgBUbZ2PROsn7mJs5UrrydB7w8-rmY0ffipmc5/s1600/educacao1.jpg

E pra não perder o costume
Gostaríamos de dizer
Que o cordel esta em nossas vidas
E não tem como esquecer
A educação é demais importante
Sem ela não é possível viver

Diante das visitas que fizemos
Foi possível nos esclarecer
Muitas dúvidas que tínhamos
Em relação ao saber
É possível mudar está prática
Você só precisa querer.

A escola que escolhemos
Aqui em nossa região
Diz ser comprometida
Para a construção da educação
Não basta ser profissional
Tem que agir com emoção

Tivemos a oportunidade
De algumas aulas assistir
Os professores nos disseram
Amigas! Vocês devem persistir
O caminho não é fácil
Porém nunca pense em desistir

Estão no caminho certo
Com relação á escolha da profissão
Porém para ser professora
É entregar-se de coração
Não basta apenas querer
É uma troca de emoção.

Ser educador não é fácil não
Mas quando se tem vontade
É possível fazer da educação
Um ensino de qualidade
Um saber que cria que transforma
para o bem da humanidade.

Muitas crianças têm dificuldades
de aprenderem á lição
Mas cabe aos professores
Encontrarem uma maneira
Para que elas compreendam
E não abandone a escola não

Ficamos um tanto tristes
Agora faço-lhes uma observação
Verificamos uma professora
Que não se importa com os alunos não
Para ela o que interessa
É apenas a lição.

Porém, a grande maioria
Mostrou-nos toda sinceridade
As professoras que conversamos
Estas sim estão comprometidas
Com o ensino de qualidade.

A diretora nos disse:
Meninas prestem atenção!
São muitos os desafios
Que vocês enfrentarão
Porém, estão no caminho certo
Lutem! Para transformar a educação.

Pois a vida destas crianças
Esta em vossas mãos
Saibam que quando elas crescerem
de vocês se lembrarão
Pois vocês fizeram parte
Do futuro desses cidadãos.

Margarida Maria


ALGUNS CORDELISTAS

PATATIVA DO ASSARÉ

Fonte: http://patativadoassaregm.blogspot.com/

Antônio Gonçalves da Silva, dito Patativa do Assaré, nasceu a 5 de março de 1909 na Serra de Santana, pequena propriedade rural, no município de Assaré, no Sul do Ceará. É o segundo filho de Pedro Gonçalves da Silva e Maria Pereira da Silva. Foi casado com D. Belinha, de cujo consórcio nasceram nove filhos. Publicou Inspiração Nordestina, em 1956,  Cantos de Patativa, em 1966. Em 1970, Figueiredo Filho publicou seus poemas comentados Patativa do Assaré. Tem inúmeros folhetos de cordel e poemas publicados em revistas e jornais. Está sendo estudado na Sorbonne, na cadeira da Literatura Popular Universal, sob a regência do Professor Raymond Cantel. Patativa do Assaré era unanimidade no papel de poeta mais popular do Brasil. Para chegar onde chegou, tinha uma receita prosaica: dizia que para ser poeta não era preciso ser professor. 'Basta, no mês de maio, recolher um poema em cada flor brotada nas árvores do seu sertão', declamava.

Fonte: http://www.tanto.com.br/Patativa.htm

ABC DO NORDESTE FLAGELADO

A — Ai, como é duro viver  
nos Estados do Nordeste  
quando o nosso Pai Celeste  
não manda a nuvem chover.  
É bem triste a gente ver  
findar o mês de janeiro  
depois findar fevereiro 
e março também passar,  
sem o inverno começar 
no Nordeste brasileiro. 
 
B — Berra o gado impaciente 
reclamando o verde pasto,  
desfigurado e arrasto,  
com o olhar de penitente; 
o fazendeiro, descrente,  
um jeito não pode dar,  
o sol ardente a queimar 
e o vento forte soprando,  
a gente fica pensando 
que o mundo vai se acabar. 

C — Caminhando pelo espaço,  
como os trapos de um lençol,  
pras bandas do pôr do sol,  
as nuvens vão em fracasso: 
aqui e ali um pedaço 
vagando... sempre vagando,  
quem estiver reparando 
faz logo a comparação 
de umas pastas de algodão 
que o vento vai carregando. 

D — De manhã, bem de manhã,  
vem da montanha um agouro 
de gargalhada e de choro 
da feia e triste cauã: 
um bando de ribançã 
pelo espaço a se perder,  
pra de fome não morrer,  
vai atrás de outro lugar,  
e ali só há de voltar,  
um dia, quando chover. 

E — Em tudo se vê mudança 
quem repara vê até 
que o camaleão que é  
verde da cor da esperança,  
com o flagelo que avança,  
muda logo de feição.   
O verde camaleão  
perde a sua cor bonita  
fica de forma esquisita  
que causa admiração. 

F — Foge o prazer da floresta  
o bonito sabiá,  
quando flagelo não há  
cantando se manifesta. 
Durante o inverno faz festa  
gorjeando por esporte,  
mas não chovendo é sem sorte,  
fica sem graça e calado  
o cantor mais afamado  
dos passarinhos do norte. 

G — Geme de dor, se aquebranta  
e dali desaparece,  
o sabiá só parece  
que com a seca se encanta.   
Se outro pássaro canta,  
o coitado não responde;  
ele vai não sei pra onde,  
pois quando o inverno não vem  
com o desgosto que tem  
o pobrezinho se esconde. 

H — Horroroso, feio e mau  
de lá de dentro das grotas,  
manda suas feias notas  
o tristonho bacurau. 
Canta o João corta-pau  
o seu poema funério,  
é muito triste o mistério  
de uma seca no sertão;  
a gente tem impressão 
que o mundo é um cemitério. 

I — Ilusão, prazer, amor,  
a gente sente fugir,  
tudo parece carpir 
tristeza, saudade e dor.   
Nas horas de mais calor,  
se escuta pra todo lado  
o toque desafinado  
da gaita da seriema  
acompanhando o cinema  
no Nordeste flagelado. 

J — Já falei sobre a desgraça  
dos animais do Nordeste;  
com a seca vem a peste  
e a vida fica sem graça.   
Quanto mais dia se passa  
mais a dor se multiplica;  
a mata que já foi rica,  
de tristeza geme e chora.   
Preciso dizer agora  
o povo como é que fica. 

L — Lamento desconsolado  
o coitado camponês  
porque tanto esforço fez,  
mas não lucrou seu roçado.   
Num banco velho, sentado,  
olhando o filho inocente  
e a mulher bem paciente,  
cozinha lá no fogão  
o derradeiro feijão  
que ele guardou pra semente. 

M — Minha boa companheira,  
diz ele, vamos embora,  
e depressa, sem demora  
vende a sua cartucheira.   
Vende a faca, a roçadeira,  
machado, foice e facão;  
vende a pobre habitação,  
galinha, cabra e suíno  
e viajam sem destino  
em cima de um caminhão. 

N — Naquele duro transporte  
sai aquela pobre gente,  
agüentando paciente 
o rigor da triste sorte.   
Levando a saudade forte  
de seu povo e seu lugar,  
sem um nem outro falar,  
vão pensando em sua vida,  
deixando a terra querida,  
para nunca mais voltar. 

O — Outro tem opinião  
de deixar mãe, deixar pai,  
porém para o Sul não vai,  
procura outra direção.   
Vai bater no Maranhão  
onde nunca falta inverno;  
outro com grande consterno  
deixa o casebre e a mobília  
e leva a sua família  
pra construção do governo. 

P - Porém lá na construção,  
o seu viver é grosseiro  
trabalhando o dia inteiro  
de picareta na mão. 
Pra sua manutenção  
chegando dia marcado  
em vez do seu ordenado  
dentro da repartição,  
recebe triste ração,  
farinha e feijão furado. 

Q — Quem quer ver o sofrimento,  
quando há seca no sertão,  
procura uma construção  
e entra no fornecimento. 
Pois, dentro dele o alimento  
que o pobre tem a comer,  
a barriga pode encher,  
porém falta a substância,  
e com esta circunstância,  
começa o povo a morrer. 

R — Raquítica, pálida e doente 
fica a pobre criatura 
e a boca da sepultura  
vai engolindo o inocente.   
Meu Jesus!  Meu Pai Clemente,  
que da humanidade é dono,  
desça de seu alto trono,  
da sua corte celeste  
e venha ver seu Nordeste  
como ele está no abandono. 

S — Sofre o casado e o solteiro  
sofre o velho, sofre o moço,  
não tem janta, nem almoço,  
não tem roupa nem dinheiro.   
Também sofre o fazendeiro  
que de rico perde o nome,  
o desgosto lhe consome,  
vendo o urubu esfomeado,  
puxando a pele do gado  
que morreu de sede e fome. 

T — Tudo sofre e não resiste  
este fardo tão pesado,  
no Nordeste flagelado  
em tudo a tristeza existe.   
Mas a tristeza mais triste  
que faz tudo entristecer,  
é a mãe chorosa, a gemer,  
lágrimas dos olhos correndo,  
vendo seu filho dizendo:  
mamãe, eu quero morrer! 

U — Um é ver, outro é contar  
quem for reparar de perto  
aquele mundo deserto,  
dá vontade de chorar. 
Ali só fica a teimar  
o juazeiro copado,  
o resto é tudo pelado  
da chapada ao tabuleiro  
onde o famoso vaqueiro  
cantava tangendo o gado. 

V — Vivendo em grande maltrato,  
a abelha zumbindo voa,  
sem direção, sempre à toa,  
por causa do desacato.  
À procura de um regato,  
de um jardim ou de um pomar  
sem um momento parar,  
vagando constantemente,  
sem encontrar, a inocente,  
uma flor para pousar. 

X — Xexéu, pássaro que mora  
na grande árvore copada,  
vendo a floresta arrasada,  
bate as asas, vai embora.   
Somente o saguim demora,  
pulando a fazer careta;  
na mata tingida e preta,  
tudo é aflição e pranto;  
só por milagre de um santo,  
se encontra uma borboleta. 

Z — Zangado contra o sertão  
dardeja o sol inclemente,  
cada dia mais ardente  
tostando a face do chão.   
E, mostrando compaixão  
lá do infinito estrelado,  
pura, limpa, sem pecado  
de noite a lua derrama  
um banho de luz no drama  
do Nordeste flagelado.
Patativa do Assaré

Fonte: http://www.tanto.com.br/patativa-abc.htm



MOREIRA DE ACOPIARA

Fonte: http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/bibliotecas/noticias/?p=6540

Moreira de Acopiara é como Manoel Moreira Júnior assina seus trabalhos. Nasceu em Acopiara, sertão central do Ceará, em 1961, e escreveu seus primeiros versos aos treze anos, influenciado pelos mestres da literatura de cordel e pelos cantadores repentistas. Publicou mais de cem cordéis e vários livros. Gravou dois CDs e desde 2004 faz parte da Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC).

Fonte:http://www.dunadueto.com.br/website/index.php?option=com_content&view=category&layout=blog&id=64&Itemid=142

TRECHO DO CORDEL EU MADALENA: MUITA HISTÓRIA PRA CONTAR

Vou daqui direto para
O sertão do Ceará.
Não ficou bem certo, mas
Talvez a traga pra cá
Ou me estabeleça e fique
Com Madelena por lá.

Moreira de Acopiara








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