quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Histórias na EJA



A partir de nossas reflexões nas aulas da EJA, elaboramos  uma história e um cordel referente ao povo nordestino que migram de sua cidade natal  para as grandes capitais em busca de algo melhor e esses  não raras vezes são menosprezados pelos mais  favorecidos. Porém estes são guerreiros e não se deixam abater pelas dificuldades, prova disso é a história de vida dessa migrante que a partir deste momento apresentaremos. E como aponta Paulo Freire a educação sozinha não muda, mas sem ela tampouco a sociedade se transforma.



Fernanda, Jocilete, Karine e Margarida

A COMOVENTE HISTÓRIA DE DIVINA

Fonte: Imagens do Grupo
Divina Maria de Andrade uma professora de 40 anos nasceu em Pernambuco num vilarejo paupérrimo chamado Pau Amarelo,onde os moradores viviam basicamente da agricultura. Era a única filha num total de sete irmãos, do casal Sr º Joaquim e Dona Ana. Tudo era muito difícil, ainda mais com tantos filhos seus pais eram analfabetos, mas queriam que os filhos estudassem e à medida que as crianças chegavam à idade escolar eram matriculadas na única escola que havia na região. Acontece que seus irmãos não gostavam de estudar, diziam que pra lidar na roça não precisava estudo. Somente Divina, que se interessava pelos estudos, mas sofria preconceito pelos próprios irmãos, pois diziam que lugar de mulher é em casa e não na escola, estudar pra quê? Mas ela não se abatia pelos comentários machistas e todos os dias lá ia ela toda contente assistir as aulas. Por uma infelicidade Divina é obrigada a sair da escola porque sua mãe adoecera gravemente e, é ela a cuidar da mãe e da casa.Ela não reclama, cuida da mãe com todo amor e dedicação, sabe que  assim que sua mãe melhorar ela voltará aos estudos. Porém a doença era grave, muitos anos se passaram somente quando Divina completa 18 anos é que dona Ana recupera-se totalmente.É quando Divina resolve escrever para prima que mora em São Paulo, e pergunta se poderia ficar uns tempos com ela, até arrumar emprego e poder ajudar os pais  na roça, e quem sabe voltar aos estudos. De imediato a prima diz que será um prazer, que a aguarda em sua casa. Divina despede-se da família e promete aos pais, que assim que começar a trabalhar mandará todos os meses parte do salário para eles assim que chega a São Paulo arruma emprego de doméstica matricula-se na EJA, programa de alfabetização para jovens e adultos fora da idade escolar. A jornada dupla não é fácil todas as vezes que lembra da família  chora de saudade mas acaba sendo um estímulo para que ela busque seu sonho. Conclui o primário, o ginásio, e em seguida matricula-se no ensino médio e o conclui. Neste intervalo consegue um novo emprego agora num escritório com um salário melho porém ainda não dá para pagar uma faculdade, continua ajudando seus pais como um dia ela prometera.Um dia conversando com uma amiga do novo trabalho, comenta de seu sonho de cursar uma faculdade, a amiga fala da existência de uma ONG na região que dá oportunidade de pessoas pobres e carentes de ingressar numa faculdade com bolsa de 50%, basta filiar-se a entidade fazer o cursinho e voluntariado na ONG para ajudar outras pessoas.Divina de imediato se interessa  e se imagina na faculdade. Ao final do trabalho vai até a ONG filia-se à entidade. Finalmente ela se tornará uma profissional do ensino, uma Pedagoga, voltada à inclusão e ao bem estar das crianças após quatro anos forma-se uma profissional competente, quanta experiência ela adquiriu durante essa trajetória.Em seguida faz mestrado e passa a trabalhar num colégio conceituado principalmente pelo diferencial, que é formar cidadãos construtores e formadores de opinião voltados a inclusão, e assim ela sente-se realizada. É quando Divina decide visitar seus pais em Pernambuco e rever sua terra natal, aproveita as férias escolares e lá se vai Divina o que ela não sabia é que o pai havia construído um galpão enorme com parte do dinheiro enviado por ela todo esse tempo com o apoio do Prefeito da cidade ele  o transforma numa bela escola de 1ª a 8ª série naquela localidade. E tão logo Divina chega ao sítio dá-se a inauguração de E.E  MARIA DIVINA DE ANDRADE em homenagem a sua avó já falecida. Ela não se conteve, chorou muito de emoção agradeceu à todos e em especial aos pais que sempre a apoiaram em seu sonho. Ela mostra a todos nós que quando se tem um sonho é possível torná-lo realidade basta superar as dificuldades desistir jamais.



Diante desta criamos o Cordel referente á história de vida sobre nossa personagem Divina.

CORDEL : A COMOVENTE HISTÓRIA DE DIVINA

Fonte: Imagens do Grupo




Divina era uma menina

Que não tinha vida fácil não,
Ela vivia num vilarejo,
Lá no sertão.

Sua casa era simples
Mas tava sempre arrumadinha,
O pai cuidava da roça,
A mãe ficava na cozinha,
Os irmãos plantavam mandioca,
Pra mais tarde virar farinha.

Seus pais não eram letrados,
Mas tinham bom coração,
Queriam que os filhos estudassem,
Pra ter boa profissão,
Porém somente Divina,
Pensava em educação.

Naquele vilarejo não tinha energia
E nem água encanada,
Mas á noite se reuniam,
Adultos contando causos e piada.

As crianças brincavam e corriam
Davam muita gargalhada,
Vida simples é assim,
Basta ser feliz e mais nada.

Um dia sua mãe adoece
E Divina não teve escolha não,
Foi cuidar se sua mãezinha,
E largou a escola de mão.

Porém a doença era grave
Nada de ver melhora,
Dona Ana sofreu muito,
Aquela bondosa senhora.

Muitos anos passaram
E Divina cuidava de Dona Ana,
Com todo amor e carinho,
Durante toda semana,
Todos admiravam,
Por esse gesto bacana.

Finalmente a mãe fica curada
Pra felicidade da família de Divina,
Como trabalhou duro todo esse tempo,
Essa dedicada menina.

Papel e caneta na mão
Ela escreve pra prima,
Que logo manda resposta,
Pode vir pra cá menina.

Correndo ela vai pra roça,
Toda contente e feliz;
Conta à novidade pros pais,
E seu Joaquim diz:

Não tem jeito, mulher,
De segurar esta menina,
Vamos fazer a vontade,
De nossa querida Divina.

Vamos vender a bolachinha
Uma vaquinha de grande estima,
Para comprar a passagem,
Pois a data já estava em cima.

Divina soluça e chora.
Que alegria ela sente agora!
Não vê a hora de ir embora,
Chega à metrópole ao romper da aurora.

Divina fica feliz,
Seu Joaquim e Dona Ana nem tanto,
E só de pensar na situação,
Os dois caem em pranto.

Logo que chega a casa da prima
Todos a recebem com carinho,
Por instantes ela fica triste,
Pensando nos pais que ficaram
Naquele humilde ranchinho.

Foi trabalhar na casa das madames,
Lavar casa e limpar chão,
Ela jura que vai mudar de vida,
Nunca mais sofrerá humilhação.

Ela sonha em ser professora,
Ensinar crianças a fazer a lição,
Fazer com que eles aprendam
O que é educação,
Pois é através do ensino
Que se forma um cidadão.

Pra viver na cidade grande
Tem que ter muita atenção,
São muitas as barreiras,
Porém tem que ter opinião.

Um dia voltando pra casa
Ela vê uma multidão,
Estavam lendo um cartaz,
Que falava de alfabetização.

Ela olhando de longe
Se aproxima um pouquinho,
Era o projeto do governo,
Que tinha lá no presinho.

Ter mais de 18 anos
Era o pré-requisito.
Um jovem falou ao lado,
Que já estava inscrito.

Divina não parou de pensar
Que poderia se inscrever.
Vê naquela oportunidade
A chance de buscar o saber.

A partir daquele dia
Ela tomou uma decisão,
Foi fazer sua matrícula,
Com uma grande emoção.

Contente ela escreve pros pais
Contando a novidade,
Fala que voltou a estudar,
Para sua felicidade.

No inicio foi difícil,
Mas, com força de vontade,
E a ajuda da professora,
Ela mostra sua habilidade.
O ensino é puxado,
Porém é de qualidade.

Matemática, português,
História e geografia,
São algumas matérias,
Que ela aprende a cada dia.

Trabalha o dia inteiro,
À noite está cansada,
Porém ela é guerreira,
Que aluna aplicada.

Estudou dois anos inteiros,
Foi bom o aprendizado,
É quando ela recebe,
O seu primeiro certificado.

Seus pais ficam sabendo
Do excelente resultado,
Pedem á Divina que mande
Cópia do certificado

Novo ano que inicia,
Ela cursando ensino médio,
Suas notas são as melhores,
Estudar pra ela não é tédio.

Os professores ficam contentes
Com tamanha dedicação,
Divina comenta com eles
Que estudar lhe traz emoção.

Pois ao chegar à escola
Pensa no povo do sertão,
Que continua na roça,
Plantando e colhendo feijão.

Depois de uma jornada
Ela concluiu o colégio,
Ela não se cabe em si,
E diz: Meu Deus que privilégio.

Os livros em sua vida
Agora é logo constante,
E pra acomodar todos eles,
Compra uma bela estante.

Agora com o diploma,
Ganhar mais é necessário.
Então com novo emprego
Aumento também o salário.

Ao conhecer uma ONG
E ver todo regulamento,
Ela consegue uma bolsa,
Pra faculdade de 50%.

Finalmente chegou o dia
Que com grande alegria
Divina se forma professora
No curso de pedagogia.

Divina cursa agora
Doutorado e mestrado,
E começa a dar aulas,
Num colégio renomado.

Desde que saiu de sua terra
Ela cumpriu o juramento,
Quando recebe o salário,
Manda pros pais parte do pagamento.

Após longos anos de luta
Professora Divina por excelência,
Volta á sua terra natal
E recorda sua adolescência.

Ao chegar lá no sitio
Divina é surpreendida.
Naquela localidade,
Uma escola foi erguida.

Com o auxilio dos pais,
E o prefeito da cidade,
Inaugurou naquele momento
Uma escola de verdade.

E pra homenagear sua avozinha
Que foi uma mulher de verdade,
Deu o nome da avó pra escola,
E.M Maria Divina de Andrade.

Divina ficou contente,
Chorou de felicidade.
Ela mostrava a todos nós
Que quando se tem vontade
É possível tornar o sonho
Em uma realidade.

Queremos pedir a vocês
Apenas mais um momento.
Queremos expressar aqui,
O nosso agradecimento.

A todos os professores
E também aos colaboradores
Que contribuíram de todas as formas,
Para ampliarmos o nosso conhecimento.

Fernanda, Jocilete, Karine e Margarida


As pessoas nordestinas por diversas vezes se veem menosprezados por vários motivos, a partir deste a nossa cordelista Margarida elaborou o seguinte cordel:


CORDEL: SOU PARTE DA SOCIEDADE!

Fonte:  http://www.saoraimundo.com/noticias/Minhas%20imagens/joao_jose_dias_o_vaqueiro_mais_velho_do_pi02.jpg

Eu vivia no nordeste
Plantando e colhendo feijão
Mas de repente veio a seca
E acabou com minha plantação,
Pensei:- Deus o que faço agora ?
Se não tenho um profissão.
                      
Durante toda minha vida
Á terra ,dei toda minha dedicação
É só isso que sei  fazer !
Dói demais meu coração,
Só de ver a roça acabada;
Que tamanha destruição.
                   
Diante do acontecido; 
Precisava de uma solução;
Pois a fome não espera;
E assim tomei a decisão;
Vou  em  busca de socorro;
Tenho que ter uma profissão.
                           
Foi então que cai em mim;
E logo me veio a compreensão;
Como posso buscar emprego;
Se não tenho profissão;
Foi quando um senhor me perguntou:
-Qual o seu grau de escolarização?
                           
Moço:- nunca fui a escola,
 Nunca busquei o saber
Sou  um  cabra matuto;
Que não sabe ler, nem escrever;
Porém tenho a vivência;
Daí- me uma chance e irá perceber.
                       
O cidadão me disse:- rapaz;
Eu não posso fazer isto não;
Mas como percebo que és do bem;
Proponho a ti uma condição;
Farei contigo uma experiência;
Se  entrares  num curso de alfabetização.
                              
Diante desta proposta;
Nem pensei duas vezes não;
Fui procurar algum local;
Que trabalhasse com educação;
E foi na Associação do bairro;
Que logo fiz minha inscrição.
                         
Trabalhava o dia inteiro
E a noite ia pra Associação;
No começo foi difícil;
Porém eu tinha determinação;
Comecei fazendo a letra de forma;
Mas depois foi a letra de mão.
                        
A professora era sabida;
E dava ótima explicação;
Assim como  eu,tinha muitos;
Que nunca freqüentou a escola não;
Estávamos todos no mesmo barco;
E havia entre nós a cooperação.
                          
Com o EJA eu aprendi;
Que não se pode desacreditar;
Tem que fazer parte deste processo;
Para poder se alfabetizar;
Busca o tal do conhecimento;
E assim a dignidade resgatar.
                       
E foi assim que aprendi a escrever;
Digo que não foi fácil não;
É preciso ser muito  teimoso ;
E deixar o orgulho de mão;
Hoje sou alfabetizado;
E só de pensar choro de emoção.
                       
Consegui um novo emprego;
Que melhorou minha situação;
Hoje, tenho mulher e filho
Digo isso com emoção;
Estou cursando a 4ª série;
Agradeço muito aquele cidadão.

Agradeço também a Associação;
Que me deu a oportunidade
De me sentir alguém na vida;
Pois eu era excluído da sociedade;
Mas hoje eu conheço o saber;
E sei de minha capacidade.
                     
Quando vivia na roça;
Eu tinha minha qualidade;
Só que isto não era suficiente;
Para eu viver em sociedade;
Foi preciso sair lá da roça;
E me tornar letrado aqui na cidade.
                       
Se hoje sou alguém na vida;
Foi graças a uma oportunidade;
Devo muito àquele cidadão;
Que me fez enxergar a realidade;
Hoje vejo as coisas de frente;
Sou um  cabra com dignidade.
                     
Um dia um cidadão acreditou em mim;
E me deu uma oportunidade
De ser alguém nesta vida;
De ser um homem feliz de verdade;
Pretendo continuar os estudos;
E assim chegar a uma faculdade.
Margarida Santos




Linguagens

EXPRESSÃO CULTURAL

Teatro Mágico Zazulejo

 Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=fgNMM3aYkVY

O homem é um ser social e  precisa se comunicar e viver em sociedade. A fala é o meio mais usado de se expressar, mas não é o único: também nos comunicamos de várias outras formas, como a escrita e também através de desenhos, como os utilizados em placas de transito, etc. 
A fala varia conforme a regionalidade do indivíduo e seu grau de formação, a língua é viva e, portanto, ela não se apresenta estática. 
Segundo Dino Preti, o estudo das variedades lingüísticas é subordinado a dois amplos campos:



Variedades Geográficas: falares regionais ou dialéticos;  linguagem urbana/linguagem rural.

Variedades Sócio-Culturais: variedades devidas ao falante; dialetos sociais, grau de escolaridade, profissão, idade, sexo, etc.

Variedades devido à situação: níveis de fala ou registros (formal/coloquial), tema, ambiente, intimidade ou não entre os falantes, estado emocional do falante.

 As variedades geográficas mudam a forma da língua.Podemos tomar como exemplo o Sudeste do Brasil e a forma distinta da linguagem entre Minas Gerais e Rio de Janeiro. Assim também é entre as formas da língua urbana e rural, há variações na língua condicionadas a aspectos geográficos, em suma, todas as formas de linguagens estão corretas, levando em consideração a regionalidade do indivíduo, sua formação, sua profissão e seu nível cultural.

Fernanda Higashi


LETRAMENTO UMA PRÁTICA PARA TODA VIDA

Fonte:http://deolhonaeducacaoinfantil.blogspot.com/2010/05/letramento-midiatico-digital.html

"Palavra distinta de alfabetização, mas que está presente no processo de aprendizagem do homem".


Segundo Magda Soares a palavra letramento é o resultado da ação de ensinar ou de aprender a ler e escrever, o que não se limita a alfabetização, uma vez que esta se dá nos primeiros anos de escolaridade, enquanto letramento está inserido no nosso cotidiano e por isso se considera uma prática para toda vida.
Na escola o letramento deve se desenvolver concretamente através da leitura e da escrita, proporcionando ao aluno através desta prática diária uma nova maneira de pensar, sendo capaz de refletir sua própria opinião. Para que isso aconteça é necessário que as escolas tenham condições de qualificar o desenvolvimento dessas habilidades.
Um analfabeto com certeza pode tornar-se letrado se tiver contato com ambientes de leitura e escrita. Contudo não é somente o estado de quem sabe ler e escrever, mas quem cultiva e exerce as práticas sociais, usando a escrita. Por isso vale ressaltar a importância do ato de ler e escrever para se formar com uma reflexão própria a nível de sociedade, processo esse que não pode passar pela desvalorização das experiências do aluno, pois essa é uma construção feita passo a passo, na família, na sociedade, na escola.
Portanto uma pessoa letrada pode interpretar e relacionar novos conhecimentos pode interpretar textos orais e escritos, expondo suas idéias e pensamentos, também a partir de outros conhecimentos já adquiridos pela família, pela sociedade o que deve ser valorizado como bens culturais.

Jocilete Macedo


A NOVA ORTOGRAFIA

Fonte: http://blogartedeeducar.blogspot.com/2010_11_01_archive.html

Para alguns essa nova ortografia traz certas dificuldades, nem acostumamos com a antiga forma de escrever com hífen, trema. Imagine agora que essas regras básicas saíram de cena. Será que iremos nos acostumar?
Esse acordo ortográfico sai do papel depois de longos 18 anos de espera e começou a entrar em vigor a partir de 2009 e o Brasil é o primeiro país de língua portuguesa oficialmente a adotar essa nova forma de escrever.
 Ocorrerão algumas mudanças na forma de escrever entre elas com o trema que aparecerá somente em nomes próprios, o hífen também, alguns acentos que sumirão e sem falar do alfabeto que contará com as letras k, w e y, somando agora 26 letras.
E 2012 está chegando e o prazo para sua adaptação esta acabando, então teremos um tempinho para nos acostumar e essa nova ortografia a todas a futuras crianças ensinar!

Karine Monteiro 


O QUE ESTÃO FAZENDO COM AS NOSSAS CRIANÇAS?


Fonte: http://www.varbak.com/foto-de/fotos-de-crian%C3%A7as-tristes


É triste constatarmos que estão roubando o direito de nossas crianças de realmente serem crianças, de se expressarem, de terem liberdade de brincar e até mesmo de serem felizes.
Cada um de nós, enquanto adultos devemos repensar as nossas atitudes e refletir se o que estamos fazendo com as mesmas é correto. Vivemos num mundo longe do ideal, mas que é real. No sentido de que quando estamos no estudo da teoria, é fácil apontar o erro, e dizer isto não é bom, e simplesmente virar as costas.
Mas, o que fazer quando partimos do que achamos ser o ideal, quando nos vemos frente a frente com o real? Por vezes alguns educadores ficam chocados com determinadas situações; o fato é que, como futuros educadores não podemos cair no mesmo erro e simplesmente ignorar.
A criança real que encontramos na escola e em especial na escola pública, muitas vezes vai à escola com cheiro de xixi, cabelos bagunçados, nariz escorrendo, com fome, isto é fato. Não podemos ficar inerte, ou fazer de conta que nada acontece ou colocarmos estas crianças em situações de vexame, perante os amiguinhos, chamando-os de nomes ofensivos.
O educador ou o futuro educador precisa antes de ser um profissional da educação,  além de gostar de crianças, caso contrário é melhor procurar outra profissão, porque ser educador é entregar-se, envolver-se para que o aluno tenha um aprendizado significativo, que o mesmo seja reconhecido como um indivíduo em construção, como poderei contribuir com essa criança, se sou avesso a ela? Não faz sentido.
O educador precisa considerar as experiências e as diferentes situações vividas por seus alunos no convívio familiar e, a partir daí, trabalhar com as diferenças buscando aproximar - se da realidade sem preconceito algum.
É preciso saber o histórico dos alunos: quem são seus familiares, se moram com os pais, como é esta relação. Não se pode rotular  a atitude de uma criança  simplesmente sem conhece - la, pois isso pode trazer conseqüências irreversíveis na vida de uma criança, na medida em que eu falo que ela é incapaz ou até mesmo que é burra, a criança pode internalizar essa ideia e certamente trará graves conseqüências para o futuro da mesma.
Outro fato que também nos entristece é o de ver crianças com quatro ou cinco anos cheia de atividades diárias, que para os pais são para preencherem espaço. A nosso ver é algo extremamente desnecessário e prejudicial para a criança, os pais neste corre-corre diário optam por colocarem as crianças na escola no período da manhã e a tarde fazem inúmeros cursos como: de computação, natação, lutas marciais e no final do dia a criança está exausta, cumprindo horário como se fosse adulta e o direito de brincar, de ser criança vai se perdendo. O principal, estes pais não fazem, que é o contato pai e filho tão necessário na vida dos dois. Os pais precisam deixar as crianças, correr, pular, cair e se levantar se sujar, rolar na grama, no barro, isto sim faz parte do desenvolvimento e do crescimento da criança, esse contato com o outro nos traz experiências diversas, pois amplia nosso circulo de amizade e de conhecimento, mostrando novos caminhos.
Uma criança que sai às 6 horas da manhã de casa e retorna por volta das 19 horas, que ânimo terá no final do dia? Nenhum são mais de 12 horas em atividades e no final da noite é só tomar banho, se alimentar e ir dormir, para no outro dia repetir tudo de novo. Desta forma, vai se perdendo a infância à medida que o tempo vai passando, e quando os pais se derem conta, talvez seja tarde demais. Porque aquela criança que ele manipulou o tempo todo se tornou um adulto pessimista, inseguro, cheio de questionamentos, depressivo.
Não são somente os pais, mas o mercado de brinquedos infantis está cada vez mais investindo em brinquedos com alta tecnologia. Até mesmos os computadores, nos quais as crianças ficam horas e horas no facebook ou em jogos pela internet.
A criança tem direito a saúde, a educação, á família, a lazer, enfim tem o direito de ser criança, e nós adultos não estamos respeitando esses direitos.
A nossa infância foi muito diferente: éramos felizes, tínhamos liberdade de brincar, de subir em árvores, tomar banho de chuva, Adorávamos quando chovia e íamos com nossos irmãos e amigos tomar banho debaixo da calha do telhado de casa; às vezes a água estava fria até tremíamos, mas mesmo assim era muito gostoso.
Adorávamos também brincar de pular corda, de casinha, era uma disputa, para saber quem seria a mamãe, fazíamos comidinha de mentirinha e até brincávamos de carrinho de rolemã e empinar pipa, não tinha essa de brinquedo de menina ou menino, brincávamos de tudo. Podemos dizer que tivemos uma bela infância, uma infância feliz, não que tivéssemos brinquedos caros ou sofisticados, mas, foi nas coisas mais simples que encontramos a felicidade, nossos pais também estiveram muito presentes em nossa vida, e nessa fase tão importante isto que é infância.
E esta mesma infância que proporcionamos para nossos filhos, pois o fato de morarmos em periferia nos favorece na questão de espaço, de brincar nas ruas. Atualmente as famílias geralmente moram em apartamentos que mais parecem cubículos de tão pequeno. Os pais quase não têm diálogos com os filhos, requisito principal de união familiar.
Portanto fica aqui um alerta de que precisamos rever muitas coisas em relação ao futuro de nossas crianças, partindo da infância, volto a retomar que hoje a sociedade e este mundo capitalista estão roubando o direito da criança, de ser somente criança e nada mais.
Dessa forma propiciar um ambiente acolhedor de maneira a preservar a infância. Não que estas atividades como: balé, judô, vídeo game, não seja necessário, não é isso, o que quero dizer é  que deve - se dosar o tempo dos estudos e demais atividades, sempre reservando tempo para que brinquem, se sujem, lambuzem, enfim que sejam simplesmente crianças.
Margarida Maria


 HISTÓRIAS EM QUADRINHOS


CLIQUE NO QUADRINHO PARA AMPLIAR

Fonte: http://actionnerds.wordpress.com/2010/11/25/quadrinhos-carol/


As histórias em quadrinhos se constituem em excelentes suportes visuais, que se tem utilizados em sala de aula, podem motivar e facilitar a expressão escrita dos alunos, ajudando-os a se expressarem, desencadeando ideias, descrevendo situações, imaginando enredos, criando diálogos e explorando com originalidade os recursos da linguagem escrita.

BALÕES

CLIQUE NO QUADRINHO PARA AMPLIAR

Fonte: http://jornale.com.br/esquadrinhando/2009/04/22/caracteristicas-dos-quadrinhos-baloes-parte-2/

Os balões são recursos gráficos usados para transmitir diálogos, ideias, pensamentos, ruídos, sensações, etc.
O balão sente, chora agride, pensa, ama, enfim transmite tudo aquilo que se quer expressar.

ALGUNS TIPOS DE BALÕES

COMUM

Fonte: http://members.fortunecity.com/elbereth1/fxs3.html

SUSSURRO

Fonte: http://blog.educacional.com.br/talitarossisant/page/2/


PENSAMENTO



Fonte: http://parafraseandoeu.blogspot.com/


AGRESSIVO

Fonte: http://members.fortunecity.com/elbereth1/fxs3.html

UNÍSSONO

Fonte: http://jornale.com.br/esquadrinhando/2009/04/23/caracteristicas-dos-quadrinhos-baloes-parte-3/

Orientada pela professora Marta, criei uma história em quadrinhos referente ao Meu Processo de Alfabetização.

CLIQUE  NO QUADRINHO PARA AMPLIAR

Imagens do Grupo

Karine Monteiro