domingo, 13 de novembro de 2011

Pedagogia Empresarial

PEDAGOGIA EMPRESARIAL




Fonte: www.­assertiva.­com.­br/­revis08.­htm



“Pedagogia empresarial é uma área que se ocupa em formar pessoas no âmbito da empresa e promover as capacidades humanas, integrando a orientação técnica e ética”

A pedagogia empresarial designa o estímulo no desenvolvimento do trabalho. A  aproximação entre a pedagogia e a empresa busca desenvolver o processo profissional dos funcionários e atualizá-los em suas competências (conhecimentos, habilidades e atitudes), sendo assim, a educação e o trabalho podem ter uma relação na formação profissional.

Fernanda, Jocilete, Karine e Margarida

SISTEMA INDUSTRIAL


Fonte: http://albanibarros.blogspot.com/2011/03/fotos-da-revolucao-industrial-do.html

A partir de um grande acontecimento como a Revolução Industrial, podemos perceber um crescimento no mercado de trabalho. Os sistemas Taylorismo, Fordismo e Tayotismo estavam dispostos a ajudar na organização da mão de obra nas empresas que visavam o avanço. Com estes, é possível perceber a grande marca e influência da Revolução Industrial na organização do mercado de trabalho que visa o crescimento da economia capitalista. 

Fernanda, Jocilte, Karine e Margarida

TAYLORISMO

Fonte: http://www.suapesquisa.com/economia/taylorismo.htm

Foi desenvolvido pelo engenheiro estadunidense Frederick Taylor (1856-1915), que é considerado o pai da administração científica. Caracteriza-se pela ênfase nas tarefas, objetivando o aumento da eficiência ao nível operacional.

Este sistema objetivava a isenção de movimentos inúteis, para que o operário executasse de forma mais simples e rápida a sua função, estabelecendo um tempo médio, a fim de que as atividades fossem feitas em um tempo menor e com qualidade, aumentando a produção de forma eficiente.
§    Estudo da fadiga humana: a fadiga predispõe o trabalhador à diminuição da produtividade e perda de qualidade, risco de acidentesdoenças e aumento da rotatividade de pessoal;
§    Divisão do trabalho e especialização do operário;
§    Análise do trabalho e estudo dos tempos e movimentos: cada um se especializaria e desenvolveria as atividades em que mais tivessem aptidões;
§    Desenho de cargos e tarefas: desenhar cargos é especificar o conteúdo de tarefas de uma função, como executar e as relações com os demais cargos existentes;
§    Incentivos salariais e prêmios por produtividade;
§    Condições de trabalho: o conforto do operário e o ambiente físico ganham valor, não porque as pessoas merecessem, mas porque são essenciais para o ganho de produtividade;
§    Padronização: aplicação de métodos científicos para obter a uniformidade e reduzir os custos;
§    Supervisão funcional: os operários são supervisionados por supervisores especializados, e não por uma autoridade centralizada;
§    Homem econômico: o homem é motivável por recompensas salariais, econômicas e materiais.
A empresa era vista como um sistema fechado, isto é, os indivíduos não recebiam influências externas. O sistema fechado é mecânico, previsível e determinístico. Porém, a empresa é um sistema que movimenta-se conforme as condições internas e externas, sendo um sistema aberto e dialético.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Taylorismo

FORDISMO

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Henry_Ford

É o nome dado ao modelo de produção automobilística em massa, instituído pelo norte-americano Henry Ford. Esse método consistia em aumentar a produção através do aumento de eficiência e baixar o preço do produto, resultando no aumento das vendas que, por sua vez, iria permitir manter baixo o preço do produto.


Fonte: http://www.infoescola.com/economia/fordismo/

TOYOTISMO

Fonte: http://www.gembapantarei.com/2009/02/the_top_10_titans_of_tps.html

É um modo de organização da produção capitalista originário do Japão, resultante da conjuntura desfavorável do país. O toyotismo foi criado na fábrica da Toyota no Japão (dando origem ao nome) após a Segunda Guerra Mundial, este modo de organização produtiva, elaborado pelo japonês Taiichi Ohno e que foi caracterizado como filosofia orgânica da produção industrial (modelo japonês), adquirindo uma projeção global.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Toyotismo


quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Paulo Freire

"Não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo, torná-lo sério, com adolescentes brincando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor. Se a educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda."

PAULO FREIRE



Fonte: http://www2.unifap.br/edfisica/2011/08/12/grupo-de-estudos-em-paulo-freire/





FRASES E CITAÇÕES



"A leitura da palavra não é apenas precedida pela leitura do mundo, mas por uma certa forma de 'escrevê-lo' ou 'reescrevê-lo', quer dizer, de transformá-lo através de nossa prática consciente".

"Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino".

"Não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo, torná-lo sério, com adolescentesbrincando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor. Se a educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda."

"Não se pode falar de educação sem amor".

"Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão".

"Eu sou um intelectual que não tem medo de ser amoroso, eu amo as gentes e amo o mundo. E é porque amo as pessoas e amo o mundo, que eu brigo para que a justiça social se implante antes da caridade".

"A humildade exprime uma das raras certezas de que estou certo: a de que ninguém é superior a ninguém".

"A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria".

"É fundamental diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, de tal forma que, num dado momento, a tua fala seja a tua prática".

"Conhecer é tarefa de sujeitos, não de objetos. E é como sujeito e somente enquanto sujeito, que o homem pode realmente conhecer".

"Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo".

"Ninguém liberta ninguém. As pessoas se libertam em comunhão".

Refletir sobre essas palavras de Paulo Freire nos instiga a pensar em uma Educação que seja transformadora, libertadora, problematizadora e nós como futuros (as) educadores (as) desejamos e precisamos  ter esse compromisso para que possamos ter uma escola de qualidade  e que essa não  venha  apenas reproduzir conhecimentos mas que possa transformar os alunos/as  em cidadãos  críticos formadores de opiniões.

Fernanda, Jocilete, Karine e Margarida

sábado, 15 de outubro de 2011

Educação

CONSELHO TUTELAR

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgXrXhew7WcmXhY_24JTRZX9dSk9RuVEXM9q_pBmF2oZVbmyU6chgFLAwbpObqS8qAnl1weGSPD8w41EqTB1DxlhEERqbMmqnAdP2V0YDihSzgmVEJdEbEHqmr4TlCMJL0NUCiZq0eFh_I/s320/conselho_tutelar.jpg

Estivemos em visita ao prédio onde esta instalado o Conselho Tutelar de São Bernardo do Campo, localizado na abrangência II.
Fomos recebidas pelo conselheiro Geraldo Pimenta, segundo o qual nos informou que para ser conselheiro não é exigido curso superior, tal nomeação da-se através de indicação no qual são eleitos para assumir este cargo e sua duração é de aproximadamente dois anos, porém este prazo pode ser prorrogado.
Diante da pesquisa de nosso grupo, percebemos que este órgão desempenha um papel importantíssimo na defesa e na proteção da criança e do adolescente, cujo objetivo  está diretamente ligado à proteção em todos os sentidos. E para que isto ocorra de fato é  necessário que haja uma ação conjunta, entre o Conselho Tutelar, as escolas e demais entidades que trabalham com crianças e adolescentes e também da sociedade.Isto tem um único intuito o de preservar e garantir o direito de cidadão, que muitas vezes acabam sendo desrespeitados simplesmente por serem pessoas indefesas e frágeis.
Nosso trabalho foi gratificante, pois tivemos o privilégio de conhecer de perto pessoas comprometidas com seriedade em defesa dos que necessitam. Percebemos ainda o carinho e a dedicação dos Conselheiros Tutelares, pois desempenham suas funções com garra e se comprometem de fato com a causa. Este trabalho não é apenas superficial, pelo contrário, exige que estes conheçam  as causas das ocorrências e não só o efeito. Queremos aqui manifestar o nosso agradecimento e a nossa admiração á estes profissionais que, mesmo enfrentados alguns problemas pela caminhada, jamais desistem do ideal que é a defesa e a proteção ao menor e ao adolescente. Nosso agradecimento em especial ao Conselheiro Geraldo que disponibilizou parte de seu precioso tempo e levou algumas integrantes do grupo em seu veículo para conhecerem as atuais dependências onde funciona o órgão, assim como para conhecerem as futuras dependências do Conselho, no espaço do SEDESC (centro de SBC).                                                    
Visando ampliar o espaço e mais do que isso, preocupando-se com a acomodação das crianças e das famílias, quando estas precisarem de atendimento. O novo local contará inclusive com uma brinquedoteca, para as crianças interagirem, enquanto os familiares são atendidos e orientados.      


ENTREVISTA: CONSELHEIRO GERALDO PIMENTA


Perguntas e Respostas:

O que é o Conselho Tutelar e qual sua função?
O Conselho Tutelar é um órgão autônomo, criado pela lei 8.069 de 13/07/1990 (Estatuto da criança e do adolescente),em nosso Município atualmente temos três Conselhos Tutelar, instalados no mesmo endereço: Av. Armando Ítalo Setti, 50 – Centro, e em breve mudaremos para as dependências da SEDESC. O Conselho Tutelar tem como função defender os direitos das crianças e adolescente previstos no ECA. Cada conselho é composto por cinco conselheiros, que são eleitos pela sociedade para zelar e fazer cumprir o ECA, portanto toda situação de ameaça ou violação dos direitos das crianças ou dos adolescentes cabe a intervenção dos Conselheiros Tutelar.

O Estado diz sobre como o Conselho Tutelar deve atuar?
O Estado ou o Gestor do nosso Município não deve dizer como devemos atuar, pois somos um órgão autônomo e independente, e todas as atribuições do Conselheiro Tutelar estão estabelecidas no Estatuto da Criança e do Adolescente.Portanto,cabe ao Gestor manter o Conselho Tutelar com estrutura e condições para que cada Conselheiro exerça suas  atribuições.Por outro lado, também somos  fiscalizados  pelo  Ministério Público. 

Em quais áreas atuam, e como agem na sociedade?
Atuamos em toda e qualquer área que houver uma criança ou adolescente com seus direitos violados ou ameaçados, e devemos ter a sociedade como parceira, pois somos eleitos por esta sociedade e devemos prestar contas a mesma. E tambem a cada seis meses informamos através de uma prestação de contas, que é publicada no Jornal Noticias do Município.

Por meio do Conselho Tutelar se consegue vaga para as crianças que estão fora da escola?
Sim por meio, e através do Conselho Tutelar conseguimos as vagas para as crianças e nossos adolescentes, pois o fato de termos crianças ou adolescentes fora da escola é violação de direitos e nesses casos, quando chegam notícias de criança ou adolescente fora da escola, encaminhamos ofício para a Secretaria de Educação (Ensino Municipal) ou Diretoria de Ensino (Ensino Estadual), informando tal fato. Caso o Conselho Tutelar não seja atendido, cabe representação ao Ministério Público.Devemos salientar que está tramitando na Vara da Infância e Juventude, processo movido através do Conselho Tutelar, contra a Secretaria de  Educação ou o  Gestor,  com relação  a falta de  vagas na creche e na educacao infantil  em nosso  Município.

Qual a problemática das crianças de zero a seis anos?
 Na realidade é de zero a cinco anos, pois conforme a lei crianças que completarem cinco anos até 31 de março terão direito garantido na primeira série do Ensino Fundamental, e nosso maior desafio é com relação as crianças  de  zero  a  cinco  anos, pois  nosso  Município ainda não esta conseguindo contemplar todas as vagas necessárias, ja que a maior  parte  de  nossas  criança   ainda estão  com seus  direitos  violados,  e  este  fato  deu  origem  ao  processo  acima  mencionado.

É possível não se envolver emocionalmente com os casos de violência infantil?
Não é possível, não se envolver emocionalmente com casos de violência contra criança, violência tais como suspeita  de  abuso, violência   física  e  psicológica  e  outras,  mas  temos  que  agir  com  equilíbrio,  temos  que  agir  com a  razão  e  não  com a  emoção, as  vezes  os  nossos  princípios  morais  e  éticos, não servem, pois  cada  pessoas  é  um ser  diferente , mesmo se  não  concordar,  temos  que  respeitar,  e  o respeito  é  a base  de todo  e  qualquer  atendimento, e   nossas  atribuições  estão  bem claras  no  estatuto da criança e do adolescente, devemos  acolher  a  família, e  as  vezes  nos  colocar  no lugar desta  mãe  ou deste  pai, que  comete  a  violência, precisamos orientá-los  e  encaminhá-los  para  um programa  de atendimento,  pois  o  Conselho  Tutelar  é  um  órgão  para  ajudar  e  não para  punir.

Com relação ao Artigo publicado no Diário do Grande ABC, no dia 10 de fevereiro de 2011 no caderno sete cidades com o título “Faltam 22 mil vagas no ensino Infantil”. De acordo com esse título o Conselho tutelar tem atuado neste caso? E qual as providencia para diminuir esse índice?
Com relação  a  publicação  do  Diário estes  números  não  é  o que  temos  de informação,  não  sei  qual  foi  a fonte  do  Jornalista para chegar a estes números, houve  um  censo  promovido  pela  Secretaria de Educação, em  abril  de  2010, para  apurar   a   quantidade  de  crianças  não  atendidas pela  rede, e  o resultado  foi  que,  faltavam  na  ocasião  12.000  vagas,   e  nesse  período  até  o momento  houve  várias inaugurações  de  algumas  EMEBs.
Cabe  salientar  que  em  2006  tínhamos  faltando  6.000  vagas, e este fato deu origem  a  uma representação   ao  Ministério Público, por parte  do  Conselho Tutelar, contra  a  Secretaria de  Educação  (Gestor),  neste  período  houve  diversos   contatos  entre  Ministério Público, Conselho Tutelar  e  Secretaria para  buscarem  solução, pois em  São Bernardo nos  últimos  anos,   houve  um crescimento  muito  grande  da  população, e   um percentual muito  grande de  nosso  Município  esta dentro de área  de mananciais, onde  até o ano passado  estava  proibida  a  construção,  mas  graças  a  Lei  específica  da  Billings  este  problema  não  mais existe  em nosso  Município, este  fato emperrava   a  solução, pois  o  gestor  não  poderia  construir  escolas  nestas regiões, e  a  população  crescendo a cada instante, por  exemplo o grande  Alvarenga. Atualmente o  processo está  na Vara  da  Infância, e o  Sr. Meretíssimo Juíz  está  para determinar  multa  por cada criança  fora da escola.Os casos  de mães  que  buscam  o  Conselho  Tutelar  para  garantia  dos  direitos,  encaminhamos o   ofício  para  a  Secretaria, requisitando  a  vaga,  quando não  atendidos,   encaminhamos para  a  Defensoria  Pública, para  formalização de  processo individual, pois  conforme  já  citamos,  corre  na  Vara  da  Infância um  Processo  Coletivo, já  encaminhado por  este  Conselho, e  a cada período informamos  a  nossa  Promotoria, os casos  de  violação de direitos, para serem  juntados  ao  processo.

Qual a faixa etária das crianças que são protegidas pelo Conselho Tutelar, por terem seus direitos roubados?
A lei considera criança, pessoa até dez anos de idade incompletos, e adolescente até dezoito anos de idade incompletos

Houve caso de famílias incestuosas que chegaram ao conhecimento do Conselho Tutelar? Em caso de afirmativa quais as providencias?
Sim, houve e acontecem casos de famílias incestuosa, quando  chega  ao  Conselho Tutelar, a  primeira  providência é acolher esta família, orientar e normalmente  pela  gravidade  do  fato  é  lavrado  boletim de ocorrência para serem  apurados  o  crime e esta  apuração  cabe  a  autoridade policial,  ao  Conselho  Tutelar cabe  o que  citamos acima,  acolher , orientar, e se  for  o caso  garantir  atendimento  médico de imediato, e encaminhamos   ao   CAISM  -  Centro  de  Proteção Integral  a  Saúde da  mulher,  que  dispõe  do  programa  PAVAS – Programa  de Atendimento  a  Vítimas  de  Abuso  Sexual.

Há casos de crianças de zero a cinco anos que sofrem violência? Em que regiões essa incidência é maior? Essa violência se dá mais com o sexo masculino ou feminino?
Sim existem muitos casos de crianças de zero a cinco anos que sofrem todo tipo de violência, física, psicológica, negligência por parte de genitores etc. Em relação à região,  estes fatos ocorrem nas mais carentes  do  nosso  Município,  como por exemplo  o  Grande  Alvarenga,  com relação  ao sexo  masculino  ou  feminino, não temos  esta  informação,  pois  no    atendimento do  Conselho  Tutelar, não  há  esta  separação por  sexo. 

Com relação ao Sistema de Garantia os Órgãos Juiz de Vara da Infância Promotoria de justiça e Conselho tutelar atuam Juntos? Explique-nos. Se for separados quais são esses Órgãos?
A Vara da Infância e Juventude, a Promotoria de Infância, são órgãos acima do Conselho Tutelar, e são muito importantes dentro do sistema de defesa de direitos de nossas crianças e dos nossos adolescentes. A Vara da Infância, Promotoria e o  Conselho  Tutelar, são órgãos  autônomos, mas precisam atuar  juntos, pois  fazem parte  de  uma  grande rede  de  atendimento  que  entendo e é  nosso  desafio  ver essa  rede  funcionando  perfeitamente,  para  melhor  atendermos  nossas  famílias.
Em nosso Município, o Conselho Tutelar apesar de muitas dificuldade  com  nossa estrutura,  temos  uma relação  muito  respeitosa  com  nosso  Juíz  e  com  nossos  Promotores de  Justiça,  que  estão sempre  disponíveis  para  nos  orientar  nos casos  mais  complexos.     

Fernanda, Jocilete, Karine e Margarida

Silenciados

HISTÓRIA INDÍGENA 

Fonte: http://www.jaumais.com.br/images/noticias/411/indios-brasileiros-13.jp



Os acontecimentos históricos oficiais influenciaram muito na construção de nossa sociedade, mas devemos primeiramente lembrar nossos pertencimentos; por quem e de onde viemos, quem somos hoje e onde pretendemos chegar para que possamos mudar a história ideológica do nosso país.
Valorizar nosso pertencimento faz com que a história continue a ser escrita por nós no momento presente, principalmente porque temos uma diversidade cultural das quais fazemos parte, pois somos seres em constante mudança.
Resgatar nossos princípios e dando voz aos grupos sociais, que não raras vezes foram silenciados, é dar-lhes seu devido espaço. Contudo, a história do povo indígena não poderia cair no esquecimento porque deles temos todo um contexto, da qual devemos valorizar e compartilhar. Sendo assim, apresento uma grande guerreira que tivemos o privilégio de conhecer e que pertence a um povo que faz parte de nossa história.

Fernanda Higashi



Chirley Pankará, coordenadora pedagógica do CECI (Centro de Educação e Cultura Indígena) do povo Guarani de SP, Educadora de Ritmos do Brasil, Conselheira do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher – Mauá, Representante da temática Indígena no Consorcio das Sete Cidades, Pesquisadora do Observatório da Educação  Escolar Indígena, tema de estudo Povos Indígenas no ensino regular de Mauá.(Bolsa CAPES). Conselheira do Conselho Nacional de Mulheres Indígenas (CONAMI). Meu tema de TCC no curso de Pedagogia – Povos indígenas no livro didático de história do Brasil. 



HISTÓRIA DE CHIRLEY PANKARÁ

Eu me chamo Chirley Pankará, venho de um povo indígena originário da Floresta de Pernambuco, vivo em Mauá /SP, há 12 anos, tenho duas filhas que todo ano visitam a aldeia para preservar a cultura tradicional e os costumes do nosso povo.
Sou neta de rezadeira e parteira, muitas coisas aprendi com ela, como o uso das ervas tradicionais que servem para nossas curas e também ervas que fazem parte de nossos rituais de religiosidade, como é o exemplo da Jurema, tradicional em nossas festividades, ingerida durante a dança tradicional do Toré.
Somos um povo que segue a tradição dos encantados da floresta, acreditando que em algum lugar da mata eles estão nos guiando e nos protegendo.
Nos povos indígenas, consideramos que a vida é circular e não linear, por isso tratamos bem as pessoas, respeitamos e mantemos um laço de amizade e atenção, mesmo com aqueles que não estão muito próximos, pois se a vida é circular, um dia esse circulo volta para o lugar de origem, e com isso a pessoa que recebeu amor te dará amor, e vice versa, assim acreditamos.
Nossa educação é baseada na oralidade e na observação, por isso, é possível ver as meninas fazendo atividades que aprenderam com a mãe, e meninos atividades que aprenderam com o pai. Na aldeia esta parte é separada, meninas aprendem com a mãe enquanto os meninos com o pai, e isso nunca foi visto com discriminação, pois há coisas que as mães explicam com mais propriedade, como é o exemplo da primeira menarca. Para o povo indígena, a educação é dada em casa pela família, na escola ocorre apenas aprimoramento deste conhecimento; A escola não é responsável pelos maus hábitos dos nossos filhos e sim responsável por transformar alunos firmes, participativos agentes e transformadores na sociedade, um cidadão conhecedor dos seus direitos e deveres.
Vivendo em Mauá/SP, muitas coisas aprendi, mas nunca perdi minha identidade, mesmo no contexto urbano é possível manter as raízes, minha família envia da aldeia instrumentos, alimentos, ervas e artesanatos que fortalecem e preservam a cultura do nosso povo. Mesmo distante é possível manter nossos costumes tradicionais; As demais culturas agreguei como interculturalidade, e não como sinônimo da perda de minha nascença.
Em 10 de Março de 2008, o presidente sancionou a LEI 11.645, que versa os conteúdos referentes a história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros que serão ministrados no âmbito de todo currículo escolar,em especial nas áreas de educação artística,literatura e histórias brasileiras.
Esta iniciativa é de suma importância para os povos indígenas que por anos foram esquecidos na história do Brasil e ainda é possível ver erros contidos nos livros didáticos, de 1500 até os dias atuais. Poucos avanços ocorreram e a Lei é um exemplo fundamental que agradecemos imensamente, pois contempla a realidade dos povos, que por seus motivos particulares precisaram sair de suas terras. Eu faço parte desta história, saí da aldeia em busca de melhores condições de vida, visto que a terra era muito seca e não tinha como plantar, aqui estou, esquecida pelas políticas públicas que acreditam que o indígena que sai da aldeia deixa de ser indígena, e esta Lei é a única que nos assegura esse direito, de pelo menos fazer parte da sociedade brasileira, sem sermos chamados de preguiçosos e agressivos, entre outros meios pejorativos.
Precisamos imensamente que os profissionais de Educação nos ajudem com esse tema, que busquem mais formação, e juntos vamos viver em um Brasil melhor, onde somos todos diferentes, e fato de querer que sejamos iguais aos outros, é a pior forma de preconceito.

Chirley Pankará


Esse relato fortalece a ideia deste povo, os indígenas  sempre foram discriminados e excluídos da nossa história e assim sendo, esses continuam a ser participantes da história de nosso país. Ambos que sempre foram deixados a margem da história, como se não fossem sujeitos, quando na verdade sabemos da sua importância, de que estão junto a nós, buscando serem reconhecidos como qualquer outro cidadão brasileiro com seus deveres e também com seus direitos. Direitos que nem sempre foram respeitados, assim podemos citar o caso do índio que foi brutalmente incendiado num ponto de ônibus em Brasília, por pessoas maldosas sem escrúpulo algum, sem nenhum motivo sequer, simplesmente pelo prazer de torturar e tirar a vida de alguém, e o mais grave nesta barbaridade é que as pessoas que fizeram isto são pessoas estudadas e de nível cultural avançado, porém  pobres, desumanos, mesquinhos e sem amor próprio, pelo qual jamais amará o seu próximo.
Apesar de os indígenas serem hoje um povo em número pequeno com relação à população total do Brasil, os mesmos estão em busca de fazer  valer seus direitos, que o governo reconheça e lhes devolvam as terras que o  homem branco teima em invadir e assim destruir a natureza que sempre foi a sua maior riqueza, pra simplesmente beneficiar e favorecer os grandes latifundiários.
O fato é que, felizmente nos últimos anos, os índios vêm se organizando cada vez mais, no sentido de que sejam respeitados, e pouco a pouco estão conseguindo. Muitos estão estudando, chegando ao nível superior de ensino, e assim, saindo do papel de vítima, reivindicando e conquistando o seu espaço e o seu lugar na sociedade.
Como podem perceber no relato da índia Chirley, que é um exemplo de perseverança e vitória, que mesmo alcançando os seus objetivos, não pode desanimar, pois a luta continua. O importante é que cada indivíduo independente da cor, raça ou religião tenha a consciência de que devemos e saibamos respeitar o próximo, e que todos nós temos direitos e deveres a cumprir, que seja feito de maneira ordeira e pacífica, sempre amparados pela lei.

Margarida Maria 




A IMPORTÂNCIA DO ESTUDO DA HISTÓRIA DA ÁFRICA E DOS AFRODESCENDENTES

Fonte:http://www.jonathandasilvasantos.com/2010/03/aos-amigos-do-educafro-muito-obrigado/

 O estudo da história da África e dos afrodescendentes é importante para que se amplie o conceito de cidadania. As políticas e os programas que os negros estão conquistando com  lutas e reivindicações  estão dando abertura as conquistas merecidas por estas classe tão desfavorecidas . Com essas lutas   pretendem-se  que não exista preconceito seja ele de qualquer espécie, o que pregá-se é que sejamos todos iguais em direitos e  deveres, que todos tenhamos os mesmos direitos de vencer enquanto cidadãos e pela igualdade de direitos, citamos a EDUCAFRO como uma entidade que vem conseguindo passo a passo e  graças a muita luta diminuir essa desigualdade e dando voz aqueles que por muito tempo foram  silenciados.
Ela luta incansávelmente para que seja derrubado este estigma da cor, onde se prega o branqueamento da população. Sabemos que não existe raça pura, todos nós temos de alguma forma descendência do povo africano. A EDUCAFRO luta por uma política educacional igualitária, em que todos possam vencer, seja no campo profissional ou pessoal com os mesmos direitos, claro que buscar um lugar de destaque, vai depender do empenho de cada um e isto independente de raça , ou cor depende mesmo é do desejo de cada um lutar e vencer na vida como ser humano  e sentir - se bem. Essa entidade ainda luta por cotas, e que fazem parte de um plano de ações que visam incluir os negros e afrodescendentes dignamente na sociedade.
Aqui mesmo na Universidade Metodista existe uma parceria com a EDUCAFRO, no sentido de contemplar aqueles que não têm condições de pagar uma faculdade na totalidade da mensalidade, concedendo assim aos negros e afrodescendentes que são participantes da entidade referida, bolsa de 50 %, no valor da mensalidade com a condição de que este bolsista faça trabalho voluntário nos cursinhos preparatórios pré-vestibulares nos diversos núcleos espalhados pela grande São Paulo e interior,  ajudando assim outras pessoas  para que também consigam o mesmo beneficio, que nós voluntários atuais.
Dentre os  beneficiarios, nos incluímos (eu) Margarida  e a Karine (minha amiga), se não fosse através da EDUCAFRO não estaríamos aqui cursando Pedagogia, já no 4º semestre e em breve realizando o nosso sonho de nos formarmos pedagogas.  Eu (Margarida)  não consegui realizar este sonho quando na minha juventude, por não ter condições financeiras e também por não existir na época entidades como a EDUCAFRO.
Porém sempre fui perseverante, jamais desisti do meu sonho e sabia que um dia eu conseguiria realizá-lo, só não sabia de que forma, e foi através de uma faixa colocada num campo de futebol próximo de minha casa que tomei conhecimento da existência da Educafro e desde então sou integrante desta entidade e sinto-me orgulhosa em pertencer a mesma, atualmente estou  com 48 anos e prestes a realizar meu sonho, como podem ver nunca é tarde quando se tem um objetivo na vida, assim como eu, minha amiga (Karine) também faz parte da EDUCAFRO a diferença que existe entre nós  é que ela tem apenas 20 anos, no mais não existem diferenças, nos damos muito bem, e nossos pensamentos se completam, somos do núcleo Lennon Marky’s em São Bernardo do Campo, e ajudamos na coordenação do mesmo. Esperamos encaminhar para o próximo ano vários alunos a ingressarem como nós numa universidade. 
Falando um pouco mais sobre a EDUCAFRO esta tem como missão promover a inclusão da população negra (em especial) e pobre (em geral), nas universidades públicas e particulares com bolsa de estudos, através do serviço de seus voluntários/as nos núcleos de pré-vestibular comunitários e setores da sua Sede Nacional, em forma de mutirão.
 No conjunto de suas atividades, a EDUCAFRO luta para que o Estado cumpra suas obrigações, através de políticas públicas e ações afirmativas na educação, voltadas para negros e pobres, promoção da diversidade étnica no mercado de trabalho, defesa dos direitos humanos, combate ao racismo e a todas as formas de discriminação.
O objetivo geral da EDUCAFRO é reunir pessoas voluntárias, solidárias e beneficiárias desta causa, que lutam pela inclusão de negros, em especial, e pobres em geral, nas universidades públicas, prioritariamente, ou em uma universidade particular com bolsa de estudos, com a finalidade de possibilitar empedramento e mobilidade social para população pobre e afro-brasileira.
 São objetivos específicos da EDUCAFRO que contribuem para o cumprimento de sua missão: organizar e provocar o surgimento de núcleos de pré-vestibular (novos núcleos) nas periferias de todo Brasil; proporcionar surgimento de novas lideranças e cidadãos conscientes nas comunidades e nas universidades; formação cidadã e acadêmica através das aulas de professores voluntários nos cursinhos comunitários, como também: 

Apresentar propostas de políticas públicas e ações afirmativas aos poderes executivos, legislativo e judiciário;
Difundir princípios e valores que contribuam para a radical
Transformação social do Brasil e Américas, com fundamento no ideário cristão e franciscano;
Despertar nas pessoas a responsabilidade e autonomia na superação de dificuldades  as tornando protagonistas de suas histórias;
Valorizar radicalmente, a organização de grupos sociais;
Popular como instrumento de transformação social e pressão junto ao Estado.




(informações obtidas no site: www.educafro.org.br/)


Margarida Maria