ANTONIO GRAMSCI
Fonte: http://educacao.uol.com.br/biografias/antonio-gramsci.jhtm
Filósofo e político italiano (23/1/1891-27/4/1937). Teórico marxista fundador do Partido Comunista Italiano (PCI). Nasce em Ales, na Sardenha, e freqüenta a faculdade de letras da Universidade de Turim, onde entra em contato com a ideologia marxista e ingressa no Partido Socialista.
Fonte: http://www.algosobre.com.br/biografias/antonio-gramsci.html
FRASES E CITAÇÕES
“É preciso atrair violentamente a atenção para o presente do modo como ele é, se quer transformá-lo. Pessimismo da inteligência, otimismo da vontade”
“O Estado é a organização economico-política da classe burguesa. O Estado é a classe burguesa na sua concreta força atual”
"O desafio da modernidade é viver sem ilusões, sem se tornar desiludido"
“Contra o pessimismo da razão, o otimismo da prática”
Fonte: http://pensador.uol.com.br/autor/antonio_gramsci/
De acordo com Gramsci os oprimidos precisam tomar consciência e libertar as forças que os oprimem, com isso devemos lutar por aquilo que queremos buscar uma educação que nos liberte das forças da opressão.
Fernanda, Jocilete, Karine e Margarida
O MUNDO GLOBAL VISTO DO LADO DE CÁ
Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=-UUB5DW_mnM&feature=related
"Descolonizar é ver o mundo com os próprios olhos. O centro do mundo está em todo lugar".
Essa é uma das frases de Milton Santos, que nos faz refletir sobre a globalização como um processo privado que eleva uma classe e oprime outra, de tal forma que esta se opõe como fábrica de perversidade. Com essa evolução, o nosso olhar fica encantado e paralisado na aparência de um mundo evoluído, enquanto aqueles que lutam por moradia e por comida "na mesa" são vistos como pessoas que querem vida fácil.
"A humanidade se divide em dois grupos: O dos que comem e dos que não comem".
Vale ressaltar que a escravidão continua acontecendo e os que ficam a margem da sociedade são excluídos da globalização, por não favorecerem a todos, mas só alguns. Neste sentido, a nossa compreensão de mundo fica limitada, por que esta visa o capitalismo, fazendo do homem um ser cada vez mais egoísta e ganancioso. Por isso devemos lutar por uma humanidade que seja solidária e atenta aos direitos de todos.
Sabemos que é uma luta árdua e que precisamos dar as mãos como futuros profissionais da educação para que a conquista do espaço aconteça, e ter um olhar atento para aqueles que não lutam mais por que já perderam as forças, é um desafio para todos nós.
Jocilete Macedo
DESIGUALDADE
Fonte: http://www.leonardo-energy.org/files/root/EPQU/Images/unsorted/paraisopolis.JPG
Os espaços são testemunhas permanentes das relações humanas, como dissera Milton Santos (1987).
E são nesses espaços que reside a desigualdade social, que inúmeras vezes agrega em si mesmo preconceitos como os de classe social, raças e religiões.
Constatamos que através destas relações vivenciadas nesses espaços físicos, há uma desumanidade alarmante, pois os poderosos se "alimentam antropofagicamente" da miséria, pobreza e necessidades de seus semelhantes. E como se ainda não bastasse, exploram com seu capital a mão de obra de quem necessita de um prato de comida para sobreviver. Desta maneira tem sido visível que a desigualdade reside nas relações e nos espaços, e ambas se entrelaçam, embora distintas e subsistentes.
Fernanda Higashi
BRASIL UM PAÍS DE TODOS?
Fonte: http://connectbrazil.blogspot.com/2009/07/brasil-um-pais-de-todos.html
O Brasil é um país de clima tropical com belíssimas praias que são cenários de cartão postal, e é reconhecido mundialmente pelo seu destaque no futebol e por ter uma miscigenação sem igual resultando em lindas mulheres.
Embora esse país com tantas características elogiáveis exerça um sistema democrático, essa democracia é hipócrita, pois o que prevalece é a falta de direitos dos cidadãos menos favorecidos. Para Milton Santos “Direitos a um teto, comida, educação, saúde, proteção contra o frio e a chuva, as intempéries, direito ao trabalho, justiça, liberdade e uma existência digna.” (p.7) é direito de todos.
Não precisamos ir tão longe para constatar que todos esses direitos só estão estampados em papéis. Qual o significado da palavra cidadão? Milton Santos também traz um relato extremamente verdadeiro que diz "quantos habitantes, no Brasil, são cidadãos? Quantos nem sequer sabem que não o são?" (p.7)
Vivemos numa sociedade desigual, reproduzindo um sistema capitalista explorador que visa o lucro diante de toda e qualquer situação.
"Em um lugar de cidadão formou-se um consumidor, que aceita ser chamado de usuário” (p.13)
Esse sistema faz com que status, dinheiro, roupas de grife, carros e aparelhos de última geração se sobressaiam aos direitos citados acima.
Enquanto alguns têm boa remuneração pelo seu trabalho, outros não têm ao menos um trabalho e nem sequer o que comer. Discursar sobre as belezas do Brasil é fácil, difícil é mudar essa situação caótica que existe há séculos.
"O espaço vivido consagra desigualdades e injustiças e termina por ser, em sua maior parte, um espaço sem cidadãos” (Milton Santos)
Cabe a todos nós termos a atitude de lutar pelos nossos direitos e ter nosso espaço reconhecido como cidadãos.
(Referencias: SANTOS, Milton. O espaço do cidadão. São Paulo: Nobel, 1926).
Fernanda, Jocilete, Karine e Margarida
RESENHA DO LIVRO ESPAÇO GEOGRÁFICO
Fonte: http://livros.zura.com.br/espaco-geografico-ensino-representacao-o--elza-yasuko-passini-rosangela-de-almeida-doin.html
Ao realizar a leitura do livro, fica claro desde o início a preocupação das autoras com o processo de aprendizagem dos alunos, do modo como eles se relacionarão e compreenderão as noções de espaço.
Como elas mesmas citam “As crianças nem sempre compreendem os conceitos espaciais usados pelos adultos”.
Preocupadas com a questão da compreensão dos espaços por parte dos alunos, elas sugeriram três pontos básicos, para que estes sejam discutidos e trabalhados com eles , pois tratam do quanto é importante trabalhar na escola, o espaço escolar e como representá-los.
O 1º ponto está relacionado ao conhecimento espacial adquirido ao longo do desenvolvimento da criança;
O 2º ponto muito nos chama a atenção sobre os conhecimentos do espaço relacionados ao contexto sócio cultural da sociedade;
No 3º e último ponto, elas salientam o quanto é importante ter o domínio desses espaços e do aprendizado que é desenvolvido na escola.
Vejo quanto os três pontos são importantes para que elaboremos alternativas que facilitem o aprendizado do aluno, para que possamos transmitir a eles meios de compreenderem o espaço através do conceito geográfico. O fato que chamou a atenção, foi o alerta que elas fazem de que devemos partir dos espaços próximos para os distantes. Muitas vezes somos condicionados a valorizar o que está longe, não se preocupando com o que está ao nosso lado, quando na verdade o que está próximo tem muito mais relevância.
Quantas vezes pegamos exemplos de fatos distantes para citarmos um acontecimento, não é mesmo? Então, as autoras nos alertam exatamente sobre isso, e é preciso que tomemos cuidado com nossas atitudes, pois precisamos trabalhar com fatos e dados concretos do nosso cotidiano para que nossos alunos possam comparar e compreender melhor. São esses os exemplos que nos rodeiam e que darão significado para outros distantes.
Na verdade, sabemos não existe um manual de como devemos ensinar nossos alunos, mas, o fato é que, cada professor deve ser responsável por ampliar a visão e a compreensão de seus alunos, de forma significativa e proveitosa, e que amanhã consigam relacionar fatos passados com a realidade e que estes sejam significativos em vossas vidas. Portanto é preciso refletir sobre nossas práticas educacionais se quisermos evoluir.
Recordo-me de quando cursei o primário por volta dos anos 70 equivalentes hoje ao ensino fundamental. Em geografia apenas pintava mapas, decorava o nome dos Estados e suas capitais, falava-se pouco sobre vegetação ou mesmo clima, decorava tudo, e no final do mês fazia uma prova. Não havia uma relação com o presente, com o atual. E é isso que as autoras nos chamam a atenção: pensar no cotidiano para compreender o presente e o futuro. Confesso que como conteúdo, pouco acrescentou para mim estudar geografia. Pois quando decoramos, as coisas passam rapidamente e logo nos esquecemos. Já o que temos que compreender e relacionar, jamais será esquecido e sim atualizado.
As autoras foram felizes ao escrever o livro com esta preocupação de ensino – aprendizagem. Elas nos dão diversos exemplos de como provocar nossos alunos à compreensão e assim, fazer com que eles desenvolvam suas habilidades de entendimento. Este livro é um alerta aos educadores e também mostra as falhas existentes no ensino no geral. É preciso que todos nós saiamos dos contornos geográficos e partamos para a realidade abordada geograficamente no ensino escolar.
Considerar o aprendizado e relacionar a geografia, ampliando com possibilidades de ensino interdisciplinar é outro aspecto levantado pelas autoras, e que tem peso relevante no ensino, já que uma coisa está diretamente ligada a outra. Quando trabalhamos o mapeamento dentro a sala de aula por exemplo, isso engloba também outras disciplinas como a matemática, falando em quantidade de carteiras; a física, quando pensamos na energia elétrica que ilumina a sala. Portanto não podemos desconsiderar outros conteúdos e sim inseri-los no contexto educacional.
O livro nos faz pensar e refletir de que forma queremos ensinar nossos alunos e nos sugere que devemos abandonar alguns vícios que até então praticamos, talvez porque tivemos um ensino repetitivo em nossa formação. Mas isso não justifica que façamos com nossos alunos o mesmo que um dia fizeram conosco. Finalizo dizendo que, é preciso fazer com que nossos alunos tenham um aprendizado que lhes sejam significativo, que lhes convide a pensar e a refletir e compreender melhor o que se passa ao redor de cada um deles, visualizando assim um horizonte com novas perspectivas de uma vida melhor.
(Resenha do livro: O espaço geográfico: ensino e representação. 12. Ed .São Paulo: Contexto, 2002.)
Margarida Maria
DO INDIVÍDUO AO CIDADÃO
Fonte: http://www.jf-palmeira.com.pt/index.php?id=76&lang=pt
O conceito de cidadania abrange a questão da busca dos direitos de todo indivíduo, que é resultado de um processo de lutas sociais. Este processo deve envolver a vida do indivíduo no dia a dia, na casa, na rua, nos espaços públicos, tornando-o um defensor preocupado com o espaço público, entendendo que esse espaço pertence à si e também ao outro.
Milton Santos (2000) descreve sua concepção sobre o espaço do homem na sociedade, espaço este que perpassa a necessidade de ser conquistado, através do exercício da liberdade. Isso implica em um diálogo que o homem deve fazer consigo mesmo, e este é um desafio que ele deve enfrentar, uma vez que é um processo de construção que transforma o “homem solitário no homem solidário”.
A relação do homem na sociedade acontece a partir de uma cultura, de um lugar, de uma história, em que lhe é favorecido a oportunidade de relacionar-se com os outros; pois o espaço é para todos e a conquista deste espaço também é de todos. Para que isso aconteça, é necessário lembrar que a liberdade é essencial para que tal processo, da construção do ser cidadão, ocorra de tal forma que a sociedade não perca a meta da liberdade e não se frustre no anseio pelos próprios interesses e também pela totalidade, que caracteriza o homem como indivíduo que necessita do coletivo, “em que a individualidade se realiza no grupo”. É necessário purificar a ação egoísta do homem que o faz individualista na vida social, uma vez que, quando se fala de liberdade, o autor se refere à uma liberdade que é interior, que lhe é estabelecida pela lei, lei esta que não esgota o direito de todos.
Se a lei verdadeiramente é exercida ou não, esta é outra preocupação a ser argumentada. O que não se pode perder de vista são os objetivos que circulam as conquistas na luta pela cidadania.
O espaço requer organização e esta implica na “inconformidade das pessoas que se agrupa para romper com a alienação”, fazendo nascer um homem livre, aberto para relacionar-se com o todo de uma sociedade em que ele não constrói sozinho. Esta ação deve ser uma contínua atenção que o homem deve fazer de si mesmo para não voltar à alienação, por que o indivíduo, ou seja, cada pessoa torna-se cidadão a partir da conquista do espaço que o fará permanecer atento ao seu exercício de cidadania.
Portanto o espaço de vivência e convivência na sociedade deve ser uma contínua busca de todo ser humano.
(Referências: SANTOS, milton. O espaço do cidadão. 5ª ed. São Paulo, Nobel, 2000 p.77- 80).
OCCUPY WALL STREET
Fonte: http://www.forbes.com/sites/jamesmarshallcrotty/2011/10/18/before-occupy-wall-street-i-too-was-a-revolutionary/
O HOMEM ACIMA DO MERCADO
De acordo com as aulas do professor Oswaldo, a Geografia com um conceito próprio, nos ajuda a ter uma leitura de mundo com o olhar atento à análise da realidade social.O OCCUPY WALL STREET é um movimento que desde 17 de novembro deste ano (2011) está sendo conhecido como “A coisa mais importante do mundo de hoje”, e esta é uma manifestação dos trabalhadores que tem o objetivo de chamar atenção (sem violência) para a grande crise mundial que começou nas manifestações em Nova York , sendo este um protesto contra a “crise financeira e o poder econômico norte-americano”.
E apesar do movimento não obter lideranças, este tem o apoio de Slavoy Zizer um filósofo e psicanalista que nasceu na cidade de Liubliana Eslovênia em 1949, considerado um dos principais teóricos contemporâneo.
Com o sistema capitalista no modelo de sociedade em que vivemos hoje, podemos refletir sobre o mundo e a crise que o cerca a partir do “wall street” que é símbolo do mercado sedutor e selvagem.
Vemos que a globalização é o desdobramento da história e esta imagem tem realmente o interesse de demonstrar “A humanidade acima do mercado”, (a bailarina que representa a humanidade e o touro que comprova o poder do mercado), um interesse que ultrapassa as relações humanas e a valorização do outro enquanto semelhante, em que podemos perceber que este é o grande desafio para que de fato o espaço das relações seja ocupado pelos seres humanos.
E com o desdobramento da história a construção do espaço urbano está ligada aos interesses do mercado de uma sociedade capitalista que quebra o espaço das relações humanas, e nós podemos perceber este impacto visivelmente nas relações sociais de desigualdade, em os mais pobres são sempre os mais prejudicados.
No discurso de Zizer “A tinta vermelha” aos manifestantes do movimento Occupy Wall Street, salientou: “Não estamos destruindo nada, somos apenas testemunhas de como o sistema está gradualmente destruindo a si próprio”.
Portanto devemos pensar nesta grande questão: “Os poderosos estão destruindo o mundo e fazendo em pedaços as novas gerações”. E na nossa tarefa de futuros profissionais da educação precisamos ter a consciência do ensinamento que leva o homem ao reconhecimento do outro como semelhante, pensando em um espaço como um todo e para todos.
Fonte: http://boitempoeditorial.wordpress.com/2011/10/11/a-tinta-vermelha-discurso-de-slavoj-zizek-aos-manifestantes-do-movimento-occupy-wall-street/
Jocilete Macedo
GOOGLE EARTH
Fonte: http://zisno.com/baixar-google-earth-download
O Google Earth é um banco de imagens da superfície terrestre captadas por satélites. Com este serviço da Google, é possível você visualizar até mesmo sua casa, com alto nível de resolução. Recursos como esse e a própria internet nos ajudam a estudar Geografia. Para usar o Google Earth, basta acessar o endereço: http://www.earth.google.com, baixar e instalar o programa, no site do desenvolvedor, há mais informações sobre o uso. Outra opção é usar o Google Mapas Brasil, outro serviço que disponibiliza imagens de satélite, e mapas das áreas que você desejar. Para acessar esta opção, o endereço é: http://maps.google.com.br/.
Fernanda, Jocilete, Karine e Margarida
A LIGA
Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=SXdxHcJ3o3Y
Destacamos este vídeo por se tratar de trabalho escravo, que ocorrem entre lojas famosas, que contratam empresas clandestinas para confeccionarem roupas de marca dentre elas citamos a Zara que aparece no trecho deste pequeno vídeo. Vemos que o trabalho escravo ainda permanece entre nós e que devemos ficar atentos a esse tipo de negligência que ocorre com a classe pobre.
Fernanda, Jocilete, Karine e Margarida
IRMÃ DOROTHY
Fonte: http://cinema.uol.com.br/ultnot/2009/04/16/ult26u28153.jhtm
“Não vou fugir e nem abandonar a luta desses agricultores que estão desprotegidos no meio da floresta. Eles têm o sagrado direito a uma vida melhor numa terra onde possam viver e produzir com dignidade sem devastar” (Dorothy Stang)
Irmã Dorothy estava presente na Amazônia desde a década de setenta junto aos trabalhadores rurais da Região do Xingu. Sua atividade pastoral e missionária buscava a geração de emprego e renda com projetos de reflorestamento em áreas degradadas, junto aos trabalhadores rurais da área da rodovia Transamazônica. Seu trabalho focava-se também na minimização dos conflitos fundiários na região.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Dorothy_Stang
BEM VIRÁ
"Em busca da terra prometida, milhares de "severinos" deixam suas casas e seguem rumo à Amazônia. A única coisa que carregam: a esperança. "Nas Terras do Bem-Virá" costura vários casos de conflitos envolvendo esses "severinos", que caíram no trabalho escravo, que perderam suas terras, que foram assassinados e viram assassinar seus líderes. Casos de um povo que cansou de migrar em busca da sobrevivência e decide lutar para conseguir um pedaço de terra, deixar de ser escravo e manter viva a última grande floresta tropical do planeta"
Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=FUrqkiHxHfc
Vemos a luta de um povo que não quer mais se oprimir e buscam a liberdade, mas para que isto ocorra muitas vidas teram que se sacrificar como foi o caso da Irmã Dorothy, que com sua arma a Bíblia, foi defender os direitos de um povo, mas isto custou a sua vida e foi assassinada.
Fernanda, Jocilete, Karine e Margarida
BOURDIEU
Fonte: http://matapurga.blogspot.com/2010/05/pedagogia-pierre-bourdieu-o-sociologo.html
Pierre Bourdieu nasceu em 1930 no vilarejo de Denguin, no sudoeste da França. Fez os estudos básicos numinternato em Pau, experiência que deixou nele profundas marcas negativas. Em 1951 ingressou na Faculdade de Letras, em Paris, e na Escola Normal Superior. Três anos depois, graduou-se em filosofia. Prestou serviço militar na Argélia (então colônia francesa), onde retomou a carreira acadêmica e escreveu o primeiro livro, sobre a sociedade cabila. De volta à França, assumiu a função de assistente do filósofo Raymond Aron (1905-1983) na Faculdade de Letras de Paris e, simultaneamente, filiou-se ao Centro Europeu de Sociologia, do qual veio a ser secretário-geral. Bourdieu publicou mais de 300 títulos, entre livros e artigos. Fundou as publicações Actes de la Recherche en Sciences Sociales e Liber. Em 1982, propôs a criação de uma “sociologia da sociologia” em sua aula inaugural no Collège de France, levando esse objetivo em frente nos anos seguintes. Quando morreu de câncer, em 2002, foi tema de longos perfis na imprensa européia. Um ano antes, um documentário sobre ele, Sociologia É um Esporte de Combate, havia sido um sucesso inesperado nos cinemas da França. Entre seus livros mais conhecidos estão A Distinção (1979), que trata dos julgamentos estéticos como distinção de classe, Sobre a Televisão (1996) e Contrafogos (1998), a respeito do discurso do chamado neoliberalismo.
CITAÇÕES DO LIVRO RAZÕES PRÁTICAS: SOBRE A TEORIA DA AÇÃO
¨[...] eu não gostaria [...] de ser lido como um ¨teórico¨ puro: os conceitos que proponho não são o produto de uma partenogênese teórica e foram construídos, com frequência, ao preço de um grande esforço, para resolver problemas inseparavelmente empíricos e teóricos.¨
¨A dominação não é o efeito direto e simples da ação exercida por um conjunto de agentes (¨a classe dominante¨) investidos de poderes de coerção, mas o efeito indireto de um conjunto complexo de ações que se engendram na rede cruzada de limitações que cada um dos dominantes, dominado assim pela estrutura do campo através do qual se exerce a dominação, sofre de parte de todos os outros.¨
¨É a luta entre os detentores e os pretendentes, entre os detentores do título (de escritor, de filósofo, de sábio etc.) e seus desafiantes, como se diz no boxe, que faz a história do campo: o envelhecimento dos autores, das escolas e das obras é resultado da luta entre aqueles que marcaram época (criando uma nova posição no campo) e que lutam para persistir (tornar-se ¨clássicos¨) e aqueles que, por seu turno, só podem marcar época enviando para o passado aqueles que tem interesse em eternizar o estado presente e em parar a história.¨
¨O que se produz no campo é cada vez mais dependente da história específica do campo, e cada vez mais difícil de deduzir ou prever a partir do conhecimento do estado do mundo social (situação econômica, política etc.) no momento considerado.¨
¨[...] a narrativa de vida vai variar, tanto em sua forma quanto em seu conteúdo, conforme a qualidade social do mercado no qual será apresentada [...]¨
¨Tentar compreender uma vida como uma série única e, por si só, suficiente de acontecimentos sucessivos, sem outra ligação que a vinculação a um ¨sujeito¨ cuja única constância é a do nome próprio, é quase tão absurdo quanto tentar explicar um trajeto no metrô sem levar em conta a estrutura da rede, isto é, a matriz das relações objetivas entre as diversas estações.¨
¨Eu mesmo tenho frequentemente lembrado que, se existe uma verdade, é que a verdade é um lugar de lutas.¨
Fonte: http://diegocanhada.blog.br/?p=272
De acordo com Bourdieu nada é mais adequado que o exame para inspirar o reconhecimento dos veredictos escolares e das hierarquias sociais que eles legitimam.
Fonte: http://matapurga.blogspot.com/2010/05/pedagogia-pierre-bourdieu-o-sociologo.html
Fernanda, Jocilete, Karine e Margarida









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